Biografia:
Dame Iris Murdoch nasceu a 15 de julho de 1919, em Dublin, Irlanda, e faleceu a 8 de fevereiro de 1999, em Oxford, Inglaterra. Foi uma escritora, filósofa e professora universitária irlandesa, considerada uma das mais importantes romancistas da literatura britânica do século XX. A sua obra combina profundidade filosófica, análise psicológica e uma notável capacidade de explorar a complexidade das relações humanas.
Ainda criança mudou-se com a família para Londres, onde cresceu. Estudou Clássicas no Somerville College, da Universidade de Oxford, e, mais tarde, Filosofia na Universidade de Cambridge, onde foi influenciada por pensadores como Ludwig Wittgenstein. Durante a Segunda Guerra Mundial trabalhou no Tesouro britânico e, posteriormente, colaborou com a Administração das Nações Unidas para o Socorro e Reabilitação (UNRRA), prestando apoio a populações deslocadas na Europa.
Entre 1948 e 1963 foi professora de Filosofia no St Anne’s College, da Universidade de Oxford. Paralelamente à carreira académica, desenvolveu uma obra literária de grande relevância, na qual refletiu sobre ética, liberdade, amor, poder, religião e moralidade, frequentemente inspirada pela tradição filosófica de Platão.
Estreou-se na ficção em 1954 com Under the Net (Debaixo da Rede), romance considerado um dos melhores livros em língua inglesa do século XX. Ao longo da sua carreira publicou 26 romances, entre os quais The Bell (O Sino), A Severed Head (Uma Cabeça Decepada), The Black Prince (O Príncipe Negro), The Good Apprentice (O Bom Aprendiz) e The Sea, The Sea (O Mar, O Mar), obra distinguida com o Booker Prize em 1978.
Além da ficção, Iris Murdoch escreveu importantes ensaios filosóficos, incluindo The Sovereignty of Good, onde desenvolve uma reflexão original sobre ética e virtude. A sua produção intelectual exerceu influência tanto na filosofia moral como na crítica literária.
Em 1987 foi distinguida com o título de Dame Commander of the Order of the British Empire (DBE) pelos seus serviços prestados à literatura. Nos últimos anos da vida enfrentou a doença de Alzheimer, experiência retratada pelo seu marido, John Bayley, no livro Elegy for Iris, posteriormente adaptado ao cinema.
O legado de Iris Murdoch permanece incontornável, sendo reconhecida como uma das maiores escritoras e pensadoras do século XX, admirada pela riqueza psicológica das suas personagens e pela profundidade ética das suas obras.