Biografia:
Mário de Sá-Carneiro (1890–1916) foi um poeta, ficcionista, dramaturgo e ensaísta português, considerado uma das figuras mais marcantes do Modernismo em Portugal. Nasceu em Lisboa, no seio de uma família abastada, e desde muito jovem revelou um talento excecional para a literatura.
Em 1911 mudou-se para Paris para frequentar o curso de Direito na Universidade de Paris, mas abandonou os estudos para se dedicar inteiramente à escrita. A capital francesa exerceu uma profunda influência na sua sensibilidade artística, aproximando-o das vanguardas literárias e estéticas da época.
Foi um dos principais impulsionadores da revista Orpheu, publicada em 1915, em colaboração com Fernando Pessoa, Almada Negreiros e outros autores que revolucionaram a literatura portuguesa do século XX.
A sua obra caracteriza-se pela exploração da identidade, da fragmentação do eu, da angústia existencial e da procura incessante do absoluto. Entre os seus livros mais importantes encontram-se A Confissão de Lúcio, considerada uma das obras-primas da ficção modernista portuguesa, Princípio, Céu em Fogo e Dispersão, o seu mais célebre livro de poesia.
A intensa correspondência trocada com Fernando Pessoa constitui também um documento literário e biográfico de enorme importância para a compreensão do Modernismo português.
Mário de Sá-Carneiro morreu em Paris, em 1916, aos 25 anos. Apesar da brevidade da sua vida, deixou uma obra inovadora e profundamente influente, que continua a ocupar um lugar central na literatura portuguesa e a inspirar sucessivas gerações de leitores, escritores e investigadores.