Biografia:
Orlando da Costa (1929–2006) foi poeta, romancista e dramaturgo português, nascido em Lourenço Marques, actual Maputo, e criado em Goa. Em 1947 mudou-se para Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
A sua actividade literária começou na poesia, com A Estrada e a Voz, publicada em 1951. Desenvolveu posteriormente uma obra diversificada, abrangendo poesia, ficção e teatro. Entre os seus romances destacam-se O Signo da Ira, distinguido com o Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa, Podem Chamar-me Eurídice…, Os Netos de Norton e O Último Olhar de Manú Miranda.
A sua escrita foi marcada pela experiência goesa, pela realidade colonial portuguesa e pelas questões da identidade, da memória e da liberdade. A actividade de oposição ao Estado Novo levou-o a ser detido pela PIDE em várias ocasiões, tendo também sido impedido de exercer o ensino. Dedicou-se então à publicidade, sem abandonar a actividade literária.
Parte importante da sua produção foi afectada pela censura do Estado Novo. A sua obra teatral inclui Sem Flores Nem Coroas e A Como Estão os Cravos Hoje?, distinguida com o Prémio Seiva Trupe. Em 2005 foi agraciado com a Comenda da Ordem da Liberdade.