Sobre Ramiro S. Osório

Ramiro S. Osório

Biografia:

Ramiro S. Osório nasceu em 1939, em Lisboa, Portugal. É um escritor, poeta, dramaturgo, arquiteto, tradutor e artista plástico português, reconhecido pela originalidade da sua obra e pela experimentação da linguagem em diferentes géneros literários. Ao longo de várias décadas construiu um percurso singular na literatura portuguesa contemporânea, conciliando a escrita com a arquitetura, a publicidade e as artes visuais.

Viveu durante cerca de vinte e dois anos em Paris, onde estudou Arquitetura na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, obtendo o diploma de arquiteto. Durante esse período frequentou os cursos de Roland Barthes no Collège de France e aprofundou o interesse pela semiologia, pelo cinema e pelas artes, influências que viriam a marcar profundamente a sua escrita. Mais tarde lecionou Literatura Infantil no Brasil, mantendo uma intensa atividade cultural e literária.

A sua obra abrange poesia, ficção, teatro e literatura para a infância e juventude, distinguindo-se pela liberdade formal, pelo humor, pelo experimentalismo linguístico e pela constante reflexão sobre a linguagem e a criação literária. Entre os seus títulos destacam-se Ramirosório Superstrass, Xarope Ficção / Embarque Imediato, Ao Largo de Delos, O Lápis Surdo Sou Eu, Aos Que Chegaram Depois | A Vida e o Seu Duplo e Eu Também Não Existo!.

Ao longo da carreira foi distinguido por diversas entidades culturais. Recebeu, por duas vezes, prémios da Associação Portuguesa de Escritores (APE), bem como distinções atribuídas pelo Ministério da Cultura e pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. Algumas das suas obras integraram programas oficiais de leitura em Portugal e no Brasil, e parte do seu espólio literário encontra-se preservado na Biblioteca Nacional de Portugal.

Paralelamente à literatura, desenvolveu atividade nas áreas da arquitetura, da publicidade e da pintura, assumindo-se frequentemente como um criador multidisciplinar. A sua escrita, difícil de enquadrar em correntes literárias específicas, ocupa um lugar próprio na literatura portuguesa contemporânea, sendo valorizada pela originalidade da linguagem e pela permanente reinvenção das formas de expressão.