Apresentação de “Cicatrizes”

Eventos Apresentação de “Cicatrizes”
Quinta-feira, 30 de Outubro 2025

Apresentação do livro “Cicatrizes” com Dino D’Santiago
Data: quinta-feira, 30 de outubro
Hora: 18h30
Local: Mercado de Sant’Ana, Leiria
Parceria: Arquivo Livraria & Nexxt Leiria

Na quinta-feira, 30 de outubro, às 18h30, o Mercado de Sant’Ana, em Leiria, recebe um dos maiores artistas portugueses. Em parceria com a Nexxt Leiria, a Arquivo Livraria apresenta o livro “Cicatrizes” de Dino D’Santiago. Nesta sessão única, o autor conversará com o público sobre a sua estreia literária “Cicatrizes”, com textos escritos durante as insónias da paternidade. Trata-se de um conjunto de cerca de 80 textos que foi desenvolvendo durante o seu processo psicoterapêutico e a fase pré e pós-paternidade, além dos “encontros e desencontros” consigo próprio.

Sobre o Autor

Claudino de Jesus Borges Pereira nasceu em 1982, em Faro. Filho de pais cabo-verdianos, cedo se envolveu nos movimentos de música urbana globalizada, fundindo os universos do soul e do hip-hop com o batuku e o funaná.
Em nome próprio lançou os álbuns Eu e os Meus (2008), Eva (2013), Mundu Nôbu (2018), Kriola (2020) e BADIU (2021), além de ter colaborado em trabalhos com diversos artistas.
Entre os muitos prémios e distinções que recebeu, destacam-se diversos Play – Prémios da Música Portuguesa, um Globo de Ouro e a nomeação para os Grammy Latinos com a canção «Esperança» (conjuntamente com Criolo e Amaro Freitas).
Fundou os projetos Lisboa Criola e Sou Quarteira, foi considerado uma das cem pessoas afrodescendentes mais influentes do mundo pela MIPAD (Most Influential People of African Descent), é embaixador do Projeto VOAR da UNICEF e presidente da ONGD Mundu Nôbu.

Sobre o Livro “Cicatrizes

Metade de um século passou sobre a independência da sua terra ancestral, altura em que o seu pai já emigrara da ilha cabo-verdiana de Santiago para Portugal. Meia centena é também o número de textos que compõem a estreia literária de Dino D’Santiago.
Esta estreia não resulta de uma produção linear, nem nasceu da intenção de se tornar livro, mas germinou de forma orgânica, num processo de escrita e de autoconhecimento que se foi alimentando mutuamente. Escrever foi pedir licença à ancestralidade, voltar às memórias do passado, olhar para o presente e esperançar o futuro.
Ao ser desafiado a publicar o que escreveu, o autor acreditou que a partilha da sua experiência, das suas reflexões sobre o quotidiano, do seu sentir, e também dos seus conflitos e vulnerabilidades, revela aquilo que ele em nenhum momento deixa de ser: o homem comum que, apesar da carreira artística, não abre mão dos papéis de pai, filho, irmão e marido.
Se a pena é a língua da alma, “Cicatrizes” exprime sem precedentes a natureza íntima do seu criador.