Dias de Raiva
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Descrição:
Antes de encontrar no populismo da direita radical o filão para o sucesso, André Ventura votava em José Sócrates, humanizava migrantes e pregava contra Trump e Le Pen. Quando percebe que não vai chegar ao poder por esse caminho, é no ódio que encontra forma de chamar a atenção. E assim nasce o Chega. Não há nada a marcar a atualidade? Arranja-se. Os media estão a criticar o programa eleitoral? Cria-se um novo, repleto de contradições. As mulheres não votam no partido? Modera-se a linguagem machista. Há problemas em conquistar votos no Porto? Marca-se um encontro com Pinto da Costa. Os líderes políticos estrangeiros não lhe ligam nenhuma? Pega-se no carro e faz-se à estrada, mesmo sem ter nada combinado; afinal, só é preciso tirar uma fotografia com eles. No one man show que é o Chega, André Ventura gere o partido com mão de ferro: afasta quem o critica, censura militantes e atropela princípios democráticos internos. Vale tudo quando o objetivo é angariar votos. Mas não é fácil manter firme um partido com fossas ideológicas visíveis, onde perdura o conflito interno e os quadros partidários nunca se aguentam durante muito tempo. Com base numa rigorosa investigação jornalística de mais de quatro anos, Alexandre R. Malhado leva-nos numa viagem pelos bastidores do Chega, o partido de direita radical que nunca quis aceitar o rótulo de extremista – mas que não consegue deixar de pisar a linha. Através da análise de documentos exclusivos e da realização de dezenas de entrevistas, o jornalista de investigação traça a genealogia de um partido com um modus operandi bem definido: chegar ao poder, custe o que – e a quem – custar. No fim, só mesmo André Ventura não pode cair. Um livro indispensável para compreender como o Chega se tornou a terceira maior força política de Portugal.
