Encontros com Livros
Stefan Zweig
15,00 €
2 em stock
Descrição:
Stefan Zweig fala-nos aqui, combinando análise literária com a vida dos autores, de Goethe, Sigmund Freud, Thomas Mann e Honoré de Balzac.
O seu artigo sobre As Mil e Uma Noites é uma abordagem original que ficará certamente na memória dos que o leiam.
Stefan Zweig conheceu pessoalmente ou correspondeu-se com os maiores romancistas do seu tempo e também com o próprio Freud.
A sua relação com os livros está condensada no texto inicial desta obra, «O Livro como Acesso ao Mundo».
Características
Sobre o autor
Stefan Zweig
Stefan Zweig nasceu em Viena em 1881, o mesmo ano em que nasceram Picasso e Béla Bartók. Era filho de um industrial e estudou História, Literatura e Filosofia. O seu sucesso literário foi precoce, abrindo-lhe as portas da vida intelectual do seu tempo. Aos 17 anos escreve já em revistas modernistas e participa no movimento Jovem Viena. Uma recolha de textos seus, O Amor de Erika Ewald, surge em 1904. Foi amigo e cultivou relações com Hermann Hesse, Thomas Mann, Arthur Schnitzler, Gorki e James Joyce. Na sua casa de Salzburgo recebeu compositores como Richard Strauss e Alban Berg. A sua correspondência com Freud, Rilke, Hofmannsthal, Rodin e Romain Rolland prolongou-se por muitos anos. Influenciado pela estética vienense, capaz de compreender a inquietante estranheza da psicologia humana, Stefan Zweig explorou nas suas obras os dramas da paixão e a fragilidade dos sentimentos amorosos. O ascenso do nazismo na Alemanha, a subida de Hitler ao poder em 1933 e a destruição das suas obras em Munique puseram fim a uma época agitada, mas para ele feliz. Zweig é forçado a partir para a Grã-Bretanha, de onde viaja para o Brasil em 1936 e depois para Nova Iorque, tendo visitado Portugal em 1938. A 10 de Setembro de 1939 escreve a Romain Rolland: «Não vejo qualquer saída para este terrível lamaçal.» Regressa ao Brasil em 1940. Em 1942 suicida-se com a mulher, Lotte, em Petrópolis, não longe do Rio de Janeiro. Stefan Zweig praticou os mais diversos géneros literários, do romance ao teatro. Mas acabaria por se distinguir pelas novelas que escreveu (<i>Amok, Carta de Uma Desconhecida, Uma História de Xadrez, Confusão de Sentimentos, Segredo Ardente, Vinte e Quatro Horas da Vida de Uma Mulher e A Mulher e a Paisagem</i>), o ensaio (<i>A Marcha do Tempo, Brasil: País de Futuro e Os Construtores do Mundo</i>) e a biografia (Joseph Fouché,Maria Antonieta, Fernão de Magalhães, Triunfo e Infortúnio de Erasmo de Roterdão e Maria Stuart<i>oseph Fouché,Maria Antonieta, Fernão de Magalhães, Triunfo e Infortúnio de Erasmo de Roterdão </i>e<i> Maria Stuart</i><i></i>). Em todos os géneros procurou detectar as forças do irracional no coração da natureza humana. Nunca elaborou, contudo, um sistema ensaístico próprio. Entregou-se mesmo a uma certa dispersão em que de comum existe apenas a melancolia e uma lúcida visão humanista. As suas memórias, <i>O Mundo Que Eu Vi</i>, de 1942, terminam com uma frase significativa: «Mas toda a sombra é, em última análise, filha da luz. E só quem conheceu a claridade e as trevas, a guerra e a paz, a ascensão e a descida, viveu de facto.»
Perfil do autor