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Castélio Contra Calvino – Ou Uma Consciência Contra a Violência

Stefan Zweig

16,65 

1 em stock

REF: 9789723722949 Categoria:

Descrição:

Um livro fascinante sobre o objetor de consciência Sebastião Castélio, que se interpôs no caminho de João Calvino e na sua tentativa de educar os cidadãos de Genebra pela lei da forca. Partindo das lutas entre protestantes no século XVI, Stefan Zweig reflete sobre os perigos dos nacionalismo e o terror desencadeado por um homem só. Nas palavras da tradutora, Sara Seruya, este é um «grande ensaio contra o fanatismo e o totalitarismo, escrito em 1936, que relata episódios sangrentos relacionados com lutas intestinas entre facções dos adeptos da Reforma protestante desencadeada por Martinho Lutero».

Características

Autor
Stefan Zweig
Editora
Assírio & Alvim
Número de páginas
224
Edição
Agosto 2023
Dimensões (cm)
23.5 × 15.2 × 1.7 cm
Peso
315 g

Sobre o autor

Foto do autor Stefan Zweig

Stefan Zweig

Stefan Zweig nasceu em Viena em 1881, o mesmo ano em que nasceram Picasso e Béla Bartók. Era filho de um industrial e estudou História, Literatura e Filosofia. O seu sucesso literário foi precoce, abrindo-lhe as portas da vida intelectual do seu tempo. Aos 17 anos escreve já em revistas modernistas e participa no movimento Jovem Viena. Uma recolha de textos seus, O Amor de Erika Ewald, surge em 1904. Foi amigo e cultivou relações com Hermann Hesse, Thomas Mann, Arthur Schnitzler, Gorki e James Joyce. Na sua casa de Salzburgo recebeu compositores como Richard Strauss e Alban Berg. A sua correspondência com Freud, Rilke, Hofmannsthal, Rodin e Romain Rolland prolongou-se por muitos anos. Influenciado pela estética vienense, capaz de compreender a inquietante estranheza da psicologia humana, Stefan Zweig explorou nas suas obras os dramas da paixão e a fragilidade dos sentimentos amorosos. O ascenso do nazismo na Alemanha, a subida de Hitler ao poder em 1933 e a destruição das suas obras em Munique puseram fim a uma época agitada, mas para ele feliz. Zweig é forçado a partir para a Grã-Bretanha, de onde viaja para o Brasil em 1936 e depois para Nova Iorque, tendo visitado Portugal em 1938. A 10 de Setembro de 1939 escreve a Romain Rolland: «Não vejo qualquer saída para este terrível lamaçal.» Regressa ao Brasil em 1940. Em 1942 suicida-se com a mulher, Lotte, em Petrópolis, não longe do Rio de Janeiro. Stefan Zweig praticou os mais diversos géneros literários, do romance ao teatro. Mas acabaria por se distinguir pelas novelas que escreveu (<i>Amok, Carta de Uma Desconhecida, Uma História de Xadrez, Confusão de Sentimentos, Segredo Ardente, Vinte e Quatro Horas da Vida de Uma Mulher e A Mulher e a Paisagem</i>), o ensaio (<i>A Marcha do Tempo, Brasil: País de Futuro e Os Construtores do Mundo</i>) e a biografia (Joseph Fouché,Maria Antonieta, Fernão de Magalhães, Triunfo e Infortúnio de Erasmo de Roterdão e Maria Stuart<i>oseph Fouché,Maria Antonieta, Fernão de Magalhães, Triunfo e Infortúnio de Erasmo de Roterdão </i>e<i> Maria Stuart</i><i></i>). Em todos os géneros procurou detectar as forças do irracional no coração da natureza humana. Nunca elaborou, contudo, um sistema ensaístico próprio. Entregou-se mesmo a uma certa dispersão em que de comum existe apenas a melancolia e uma lúcida visão humanista. As suas memórias, <i>O Mundo Que Eu Vi</i>, de 1942, terminam com uma frase significativa: «Mas toda a sombra é, em última análise, filha da luz. E só quem conheceu a claridade e as trevas, a guerra e a paz, a ascensão e a descida, viveu de facto.»

Perfil do autor