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Já Não me Deito em Pose de Morrer

Cláudia R. Sampaio

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REF: 9789720032669 Categoria:

Descrição:

«Penso na poesia de Cláudia R. Sampaio como no discurso furioso que apenas alguém de profunda ternura poderia fazer. Sua tragédia, explícita, frontal, é a de saber a delicadeza quando tudo em seu redor propende para o grotesco e a cabeça se desafia em dúvida. Magnífica poeta, seu impasse é constante: “Quem sabe se não é agora que / possuo toda a loucura / e me faço mulher // Eu que da cintura para cima sou triste / e daí para baixo uma praia / a quem explodiram o mar / para depois o transformarem em / homem e em assombro também”.

A expressão de Cláudia R. Sampaio é das mais contundentes da contemporaneidade. Não se ergue panfletária, ergue-se numa urgência íntima que não teme expor, usando sua vulnerabilidade para força, como alguém que mapeia as feridas procurando cicatrizá-las, e também glorificá-las, com o verso. Toda a poesia abeira a terapêutica, e aqui a terapêutica é fundamental, inclusive como forma de classificar cada detalhe do mundo, como protesto e como alegria do possível. A loucura e a terapia são íntimas e fertilizam, a um tempo, o pensamento e a sabedoria.

Que maravilha o desabrido desta poesia. Que maravilha que não seja demasiado limpa, demasiado educada, e se coloque sobretudo enquanto necessidade além da razão e de qualquer etiqueta. Uma poesia que redime tanta coisa mas que também gratamente infeta: “desta vida à outra / castigaram-nos com abraços / afogando o adeus corcunda / adiantado pelas colisões das / palavras / veneno abençoado / do nosso lar.”.»

Características

Autor
Cláudia R. Sampaio
Editora
Porto Editora
Número de páginas
164
Edição
janeiro 2020
Dimensões (cm)
19.8 × 16.2 × 1.6 cm

Sobre o autor

Foto do autor Cláudia R. Sampaio

Cláudia R. Sampaio

Cláudia R. Sampaio nasceu em Lisboa, em 1981. É poeta e artista plástica. Estudou Escrita de Argumento, na Escola Superior de Teatro e Cinema, e escreveu para cinema, televisão e teatro. Publicou os livros de poesia Os Dias da Corja, A Primeira Urina da Manhã, Ver no Escuro, 1025 mg, Outro Nome para a Solidão, Já Não Me Deito em Pose de Morrer e Uma Mulher Aparentemente Viva. Está também publicada no Brasil com a trilogia Inteira Como Um Coice do Universo (Edições Macondo). Tem desenvolvido, em parceria, trabalhos musicais a partir dos seus poemas e já fez parte de vários grupos como diseure. Em 2019, juntou-se ao coletivo de arte Manicómio, no qual trabalha como artista e como membro da equipa de produção. No âmbito deste projeto, integrou, em janeiro de 2020, a primeira delegação portuguesa a ser convidada pela Outsider Art Fair — a maior feira de arte informal do mundo, em Nova Iorque — para expor a sua obra. Em 2024, foi uma das artistas da exposição Procissão: Louvar e Santificar, no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), e a sua obra está representada em inúmeras coleções privadas. Vive em Lisboa, com as suas gatas Polly Jean e Pandora.

Perfil do autor