História e Política
Rasputine, o Fim da Grande Rússia e a Queda dos Romanov
Catherine Radziwill
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Descrição:
«Porque noutros lados, sempre que se fala do interesse público, é do privado que cuidam. Aqui, onde nada é privado, conduzem com seriedade os assuntos públicos.»
No início do século XVI, em Antuérpia, Thomas More é apresentado ao navegador português Rafael Hitlodeu, que lhe relata a existência de um lugar extraordinário: uma ilha – Utopia – onde impera a ordem e a justiça, onde a propriedade é comum e os cidadãos coabitam em harmonia. Partindo da noção platónica de uma cidade dirigida por filósofos – e, portanto, pela razão -, More descreve este mundo ideal, conferindo-lhe leis, uma organização social, política e religiosa e até um alfabeto próprio, e tece uma crítica velada à ambição e corrupção da classe dirigente da época e dos valores que a orientavam.
Publicado em 1516, Utopia constitui um dos textos fundacionais do pensamento político moderno e do humanismo, assinalando o momento em que, livre da conceção medieval de um Deus todo-poderoso, o Homem toma consciência de que é dono e senhor do seu destino.
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