O Amor Não Morre
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ESPERAREI.
ATÉ AO DIA EM QUE DIGAS PARA TE ESQUECER.
Um grande amor pode tornar-se pequeno ou ser pequeno de raiz, porque os
amores não são iguais, mas achar que um pequeno amor é melhor que amor
nenhum é um erro. Cria espaço para a fragilidade excessiva, que pode dar
lugar ao abuso e à agressão.
O amor, independentemente do seu tamanho, tem de ser amor ainda que
tenha arestas, e pode nascer numa aplicação de encontros, numa corrida de
táxi, no balcão de uma taberna e, sem preconceito, ser igual ao amor que se
encontra numa biblioteca ou nas sombras de uma festa de sábado à noite.
À noite, quando se fica sozinho, é quando há mais tempo e espaço para se
pensar no que serão os dias que se seguem, porque de repente o amor que
era grande saiu a correr para um sítio qualquer, deixando um lugar frio e vazio.
Foi-se embora sem bater com a porta, deixando-a encostada. Nesse espaço
entreaberto passaram a viver a esperança de que volte e o medo de que a
porta se feche de vez.
Entre estas dúvidas nasce a pergunta: esperar ou esquecer?
