Liberdade, Liberdade
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Descrição:
A COLECÇÃO «LIBERDADE! LIBERDADE!» ABRE O PANO A PEÇAS DE TEATRO QUE FORAM CENSURADAS EM PORTUGAL DURANTE O ESTADO NOVO
Os textos que integram esta colecção foram escritos, encenados ou publicados entre o final de 1960 e os anos pós-revolução. São actos de resistência e foram quase todos censurados. Do teatro de revista a novas experiências teatrais, dos sindicatos às companhias, não são o teatro todo feito em Portugal neste período — mas são parte da história dos vencidos. Lê-Los hoje é reconhecer-lhes a marca do tempo
e, com ela, contrariar a efemeridade da própria disciplina. É abrir o pano e deixar que nos seja contada uma história que se tentou conter ou controlar.
Liberdade! Liberdade! transforma o teatro em documento histórico. Coordenação de Tiago Bartolomeu Costa. Parceria com o Museu Nacional do Teatro e da Dança
Publicam-se agora os dois primeiros volumes de dez actos de resistência teatral: Liberdade, Liberdade, de Luís Francisco Rebello, Luís de Lima e Hélder Costa, e a reunião de Pides na Grelha, de Francisco Nicholson, Edgar Gonçalves Preto e Mário Alberto, e A Ceia dos Pides, de Eduardo Fernandes.
VOLUME 1 – LIBERDADE, LIBERDADE
Luís Francisco Rebello, Luís de Lima e Hélder Costa
Com estreia a 28 de Agosto de 1974, e inspirado numa peça de Millôr Fernandes, este texto dramatúrgico constitui-se a partir de uma diversidade de citações, poemas, canções e excertos de peças, que têm em comum abordar a liberdade, a opressão, a desigualdade social e a revolução. As figuras tutelares de ditadores ou heróis de diferentes revoluções internacionais servem para questionar a natureza do poder,
e permitem que personagens-símbolo — o intelectual, o povo, o ideal — esgrimam argumentos e unam, como num puzzle, as diferentes lutas colectivas ao longo da história mundial. De Júlio César a Salazar, da Revolução Francesa a Mao Tsé-Tung, são debatidos os conceitos de liberdade e justiça social através das soluções e modelações operadas pelos povos. A peça, no seu conjunto fragmentário, constitui-se
como modelo enciclopédico-didáctico daquilo que as lutas colectivas têm em comum, e reflecte opções teatrais de diversas épocas e estilos.
